
As emissoras legislativas surgiram há 15 anos, com o objetivo de transmitir ao vivo as sessões plenárias e informar o cidadão dos atos praticados no cotidiano parlamentar – transformando televisão em um serviço voltado ao interesse público.
Sem as amarras das emissoras comerciais e na contramão da espetacularização de notícias, as TVs legislativas priorizam o retrato transparente das atividades políticas e o aprofundamento de questões de interesse verdadeiramente público. Cria-se uma nova forma de fazer jornalismo na televisão.
Inicialmente desacreditados não só pelo vínculo direto com o poder público, mas pelas limitações de alcance com a transmissão em sistema a cabo, os canais legislativos começaram a ganhar credibilidade. Com a popularização da rede fechada de televisão e a transmissão via internet, as emissoras públicas ampliaram seu espectro de telespectadores, fazendo da TV mais um instrumento de vínculo entre o parlamentar e o cidadão: uma janela aberta para o eleitor fiscalizar a atuação do seu representante.
Em 30 de outubro de 2003, a mesa diretora da Casa Legislativa autorizou a implantação da emissora na cidade. Em 2004, realizaram-se os primeiros estudos e planejamento, até ser apresentado o projeto final, que começou a tomar forma em 15 de junho do mesmo ano, com a estréia da TV Câmara Taubaté.
Em 2008, o canal legislativo ultrapassou barreiras ao promover um debate eleitoral entre os candidatos à prefeitura municipal. Os quatro concorrentes ao executivo taubateano expuseram seus planos de governo e responderam a perguntas de jornalistas. Especialistas e políticos também participaram de oito horas de cobertura ao vivo, sem interrupção, das eleições municipais.
Completando apenas sete anos de existência, a TV Câmara Taubaté ainda é foco de uma discussão nacional sobre o real papel das TVs legislativas no Brasil. Em 2009, a Mesa Diretora da Câmara Municipal elaborou e aprovou um projeto de resolução que estabelece as principais regras de funcionamento da TV. Esse documento instituiu que as notícias veiculadas pela emissora devem ter caráter apartidário e imparcial – tratando de maneira igualitária todos os parlamentares.
E se esse foi o primeiro passo para dar independência ao trabalho da TV, a consolidação dessa postura veio com a criação do Conselho Público da TV Câmara Taubaté. Além de opinar sobre a programação, o conselho deliberativo tem a função de garantir a imparcialidade e a liberdade do canal.
Assumir um papel verdadeiramente legislativo, sem perder a credibilidade jornalística. É assim que a TV Câmara Taubaté define sua missão de ampliar o conhecimento sobre a informação de interesse público.