
17 de Fevereiro de 2012 às 09h37
A vereadora Maria Teresa Paolicchi (PSC) quer que a Prefeitura defina junto à Sabesp em que obras serão aplicados os R$ 60 milhões oferecidos como contrapartida pela celebração de contrato com a concessionária. Para a parlamentar, a definição do destino da verba deve ser feita antes da votação do documento.
Ela lembra que está sendo “amplamente discutida” a contrapartida que a concessionária deverá oferecer ao município para a renovação do contrato. “São muitas as demandas onde poderia ser aplicado este recurso”, argumentou.
Maria Teresa citou as áreas industriais como exemplo de setor onde poderia ser investido o recurso, frisando os acessos à via Dutra, que são “bastante precários”. Segundo ela, o projeto das vias marginais e acessos ao distrito e áreas industriais está em fase de análise e aprovação pela Nova Dutra e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a execução poderia ser feita com a verba.
“Diante da grande competitividade existente e se quisermos manter nossa cidade neste ritmo de desenvolvimento é necessário urgentemente de grandes investimentos em nossas áreas industriais. Para a regularização dos licenciamentos e a implantação da infra-estrutura dos distritos serão necessários maciços investimentos, estimados em 40 milhões de reais”, argumentou a vereadora.
Pavimentação, execução de rede de esgotos, expansão da rede de água e energia elétrica, instalação de ciclovias, calçadas e sinalização das áreas industriais também foram colocadas por Maria Teresa, dentre as alternativas de aplicação da contrapartida, assim como execução de serviços de manutenção.
A vereadora sugeriu, ainda, a construção das vias marginais e de um novo acesso próximo à LG e Usiminas, na região onde está sendo construído um novo shopping, que deve ser inaugurado até o final deste ano. O projeto contempla a construção de um acesso da rodovia Carvalho Pinto, interligando-a a avenida Dom Pedro I.
A construção de um ramal ferroviário para que a Embraer se instale em Taubaté foi um compromisso assumido pela Prefeitura, mas o projeto ainda não saiu do papel. Para Maria Teresa, esta seria outra alternativa de aplicação da verba a ser oferecida pela Sabesp.

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